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16 de fevereiro de 2011

Sobre o medo


Dizem que é bom ter medo, porque significa que você ainda tem algo à perder. Eu não tenho sentido medo. Eu não vejo isso como uma boa coisa, mas também não é tão ruim assim, o vazio é o que encomoda.
Eu te amo, e passo à ter certeza disso à cada dia, mas não tenho medo de me declarar e não tenho medo de não fazê-lo, logo a confusão torna-se frequente em minha cabeça, as borboletas não sabem para onde voar, não tenho certeza se rir ou chorar, se te ter ou deixar você ir.
Aliás, você é o meu maior motivo de não ter e ao mesmo tempo ter medo, não sei o que isso significa, eu apenas coloco meus sentimentos em palavras, isso não quer dizer que eu às compreenda completamente.
Músicas, filmes, poesias, às vezes me dizem tanta coisa, e às vezes parecem mudas, não dizem nada, mas poderiam dizer, poderiam me dizer o que fazer quando você está perto, mas principalmente quando não está, poderiam me dizer se eu devo me esconder ou se devo enfrentar todas aquelas pessoas que me dão medo, mas que daqui à alguns minutos não me darão mais, eles serão feridas à cicatrizar, como todas as outras.
Eu tenho medo de esquecer de tudo, dos sentimentos que algumas coisas me causam, o medo, a tristeza, o amor, principalmente o amor, as borboletas, o coração disparado, tudo me dá medo, mas eu não tenho medo de nada.
Tudo dói, à cada vez que tudo parece perdido, mas isso me deixa forte, cada vez mais forte e sem medo.

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